Vigilância Sanitária orienta sobre os cuidados no transporte e acondicionamento de frutas, legumes e verduras.
Adequar o acondicionamento, manuseio e comercialização dos produtos hortícolas (frutas e hortaliças in natura, não processadas) em embalagens próprias para a comercialização são medidas que aumentam a proteção, a conservação e a integridade desses alimentos, em benefício da saúde da população.
Ilustração Anima Academia de Arte - www.anima.art.br

por: Tereza Cristina Avancini de Almeida
Engenheira de Alimentos da Coordenadoria de Vigilância em Saúde
Secretaria de Saúde / Prefeitura Municipal de Campinas
Colaboração: Marco Aurélio Capitão - Conselho Municipal de Saúde
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Com base nessa afirmativa, a Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas enviou comunicados técnicos a cerca de trezentos estabelecimentos comerciais de Campinas, com a recomendação de que os mesmos passem a utilizar recipientes plásticos em vez das caixas de madeira.
Nesse comunicado, a Anvisa reforça a legislação que proíbe a entrada de caixas de madeira em área de armazenamento e nas cozinhas dos estabelecimentos de alimentos seguindo a Portaria CVS 6/1999, que estabelece critérios de higiene e boas práticas operacionais para todas as empresas que produzam, industrializam, fracionam, armazenam ou transportem alimentos e a Instrução Normativa SARC/Anvisa/Inmetro no 09/2002 que regula as condições para a reutilização de embalagens, acondicionamento, manuseio e comercialização de produtos in natura. Pela instrução normativa, os produtos hortícolas devem ser acondicionados em embalagens de único uso, como madeira e papelão, ou em reutilizáveis, desde que higienizadas a cada uso.
Conforme explica Elen Fagundes Costa Telli, coordenadora de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, o trabalho está sendo realizado pelas equipes técnicas, em etapas, onde inicialmente receberão o comunicado os hipermercados, supermercados e mercados em todos os bairros de Campinas. “Essa relação será ampliada nas etapas posteriores, com a inclusão de outros tipos de estabelecimentos. A meta é fazer com que todos cumpram essa determinação, em benefício da população que passará a consumir alimentos mais saudáveis”, explicou Elen.
A coordenadora informa que, apesar da proibição, as caixas de madeira ainda podem ser vistas no acondicionamento de hortícolas em alguns mercados. Segundo ela, o uso de caixas de madeira para acondicionar e transportar frutas e hortaliças pode ser uma fonte de contaminação por insetos como baratas, aranhas, escorpiões e roedores, além de outros materiais vindos do campo como galhos, terra, etc.
Elen argumenta que, além da facilidade na higienização, o uso da caixa plástica tem como vantagem a redução da perda no transporte de frutas e hortaliças por causar menos traumas aos produtos, além de proteger a saúde dos trabalhadores, pois é comum ocorrer acidentes com pregos e farpas das caixas de madeira. “Além disso – conclui a coordenadora - como o peso da embalagem plástica é menor que o da embalagem de madeira, o risco ergonômico é reduzido”.
É importante destacar ainda que, uma alimentação saudável deve atender tanto ao aspecto nutricional como higiênico-sanitário. Isso quer dizer que uma alimentação saudável não deve provocar nenhum mal estar, intoxicação ou toxinfeccão alimentar no consumidor, daí a importância do acondicionamento correto desses produtos. Oferecer essa segurança ao consumidor só é possível com a implantação de boas práticas de manipulação nos chamados serviços de alimentação, como cantinas, bufês, confeitarias, cozinhas industriais, lanchonetes, padarias, pastelarias, restaurantes, rotisserias, entre outros.