Por: Tereza Cristina Avancini de Almeida - Engenheira de Alimentos da Coordenadoria de Vigilância em Saúde
Secretaria de Saúde / Prefeitura Municipal de Campinas
É cada vez mais comum nos dias de hoje encontrar em supermercados, quitandas e varejões frutas e hortaliças já higienizadas e embaladas, prontas para o consumo. São produtos que sofrem um processamento mínimo, mantendo o frescor e a qualidade do produto acabado e agregando conveniência, praticidade e higiene (1,2).
Em geral as etapas do processamento mínimo de hortifrutis são: - seleção, classificação da matéria prima, pré-lavagem, processamento (cortar, picar, tornear, fatiar, descascar, etc.), higienização, enxágüe, centrifugação e embalagem. Para manter o frescor e o estado natural de alguns vegetais pode ser necessário substituir a atmosfera normal da embalagem por atmosfera modificada ou controlada. Os principais gases utilizados são O2, N2 e CO2. A embalagem com atmosfera modificada em combinação com a refrigeração minimiza a deterioração do produto. Um tratamento térmico brando aplicado a alguns legumes evita o escurecimento (1,2).
A higienização é uma operação que compreende duas etapas, a limpeza e a desinfecção. Limpeza é a etapa de remoção de substâncias minerais e ou orgânicas indesejáveis, tais como terra, poeira, fragmentos de insetos e outras sujidades. Desinfecção é a operação de redução do número de microrganismos por método físico e ou produto químico, sem comprometer a qualidade higiênico-sanitária do alimento.
Esses produtos estão dispensados de registro no Ministério da Saúde e não há uma legislação específica, no entanto, as empresas fabricantes devem seguir as normas de Boas Práticas de Fabricação conforme legislação vigente, além de atender aos Regulamentos Técnicos de Características Macroscópicas, Microscópicas e Microbiológicas; Rotulagem de Alimentos Embalados e Rotulagem Nutricional de Alimentos Embalados.
O que são Boas Práticas de Fabricação? São todos os procedimentos necessários para garantir a qualidade dos alimentos. Para isso, os produtos devem ser obtidos, processados, embalados, armazenados, transportados e conservados em condições que não produzam, desenvolvam e ou agreguem substâncias físicas, químicas ou biológicas que coloquem em risco a saúde do consumidor.
Os estabelecimentos que se preocupam com a qualidade dos produtos expostos à venda, com certeza têm mais sucesso no mercado, pois conquistam a confiança dos seus clientes. Para assegurar a qualidade, é muito importante que o responsável pela compra de hortifrutis higienizados dos supermercados, varejões, etc., tenham noção sobre as Boas Práticas e visitem as instalações em que os produtos fornecidos são processados.
Assim, além de observar a qualidade da matéria prima; a higiene das instalações, equipamentos e utensílios; os uniformes dos funcionários, o comprador deve estar atento para alguns itens que fazem parte das boas práticas, mas muitas vezes pouco valorizados:
Toda legislação referente aos parâmetros higiênico-sanitários discutidos neste artigo está disponível no site: www.anvisa.gov.br/alimentos/legis/index.htm
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