Crise Econômica Mundial e o Sofrimento das pequenas e médias empresas
Dom, 27 de Setembro de 2009 19:30
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A crise econômica mundial, teve seu inicio nos EUA, com o problema gerado pelos grandes bancos, e pode-se afirmar com plena certeza, pela ambição desmedida por ganhos, não importando os meios utilizados
por Maurício Siqueira
Acredito em uma somatória de fatores, de erros e absurdos, porém, o crédito imobiliário, teve grande importância neste verdadeiro desastre. De uma forma mais didática, os bancos emprestaram dinheiro para a compra de imóveis para pessoas sem capacidade de pagamento. Daí, o inicio de uma crise, gerada pela falta destes pagamentos, tendo como conseqüência a falta de fundos das grandes instituições financeiras.
Como os bancos do mundo inteiro têm intercâmbio financeiro, isto é, tomam dinheiro emprestado destas grandes instituições, com a crise delas, houve a disseminação da falta de crédito no planeta.
No Brasil, as conseqüências foram rápidas e desastrosas para o mercado financeiro, arrastando o setor produtivo de forma mortal. Imediatamente, os bancos ficaram mais restritivos em relação aos tomadores de crédito, buscando pequenos detalhes que motivassem a negativa aos tomadores. Houve imediato acréscimo nas taxas de juros, chegando a patamares abusivos, inviabilizando as operações. Não temos registros de empresas no Brasil com resultados operacionais compatíveis com as taxas de desconto praticadas nesta época, daí o crescente endividamento, pois os resultados finais normalmente foram negativos.
Nossas empresas de pequeno e médio porte têm em sua quase totalidade, a necessidade de crédito diário, buscando no desconto de títulos, prática usual no mercado financeiro, sua fonte de sobrevivência financeira. De um dia para o outro, não tinham como saldar seus compromissos. Houve nesta fase da crise, principalmente nos meses do final de 2008, um desespero por parte dos empresários, buscando as alternativas possíveis, usando de toda a criatividade, para resolverem seus problemas. Pudemos testemunhar inúmeros pagamentos feitos com títulos não descontados. Um verdadeiro caos, que não foi nem de longe visto pelas autoridades do país. Não foi apenas uma marolinha.
Como resultado, tivemos grandes atrasos nos contas a pagar das empresas, criação de passivos tributários, isto porque foi através do não pagamento de impostos que muitas empresas sobreviveram.
A afirmativa de que a crise passou, ou está no fim, tem realmente nexo, se a análise for feita de forma macro econômica, ou até mesmo sob o ângulo das grandes empresas, cujo acesso ao crédito teve diminuição, e não paralisação; porém, quando nos referimos às pequenas e médias empresas, há muito a fazer, e a crise ainda persiste. Temos sim uma reação na demanda, com a esperança de um reforço no caixa da população até o final do ano, mas até que os recursos cheguem de forma natural até a produção, serviços e comércio, infelizmente muitos talvez não suportem e pereçam, vindo somar às estatísticas tristes de desemprego, falências, e busca da informalidade, o que é um retrocesso.
Concluindo há ainda o temor em relação aos grandes bancos do mundo que continuam com os mesmos vícios de busca a qualquer preço dos lucros exorbitantes, mesmo que de formas não ortodoxas, e honestas.
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